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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A despesa diária

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Os marinheiros, em primeira viagem, “entram em canoa furada”. Os clientes, em autos, coexistem com despesa diária. As conduções, em variáveis utilidades, tornaram-se imprescindível precisão. O transporte coletivo, em demorado e desconfortável, inviabiliza uso. Os carros, em outrora ajuizado fausto, deixaram de ser exemplo de esplendor. O negócio, em conservação, move aparelho econômico. A viatura, em mesma parada, cria assombroso passivo. O proprietário, em distinta família, aflui em oneroso sustento. A despesa, em depreciações, manutenções, tributações, confere-se elevada. O sujeito, em comprador de condução, precisa “ter cacife no bolso”. O contrário, em endividamento, afunda orçamento. O capital reunido, em denodo da locomoção, advém em continuada diminuição. O valor, em veículo, cai em ganho em rodado. As trocas e vendas, em realizadas, acodem em outras subtrações. A matemática, em finanças, expõe condição da informação.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: https://www.flickr.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A invasão do recinto

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O chefe, em aval e acordo do novel prefeito, apossou-se da repartição. O secretário municipal, em equipe pessoal, alojou-se na secretaria. O pessoal, em oito achegados, acode na total sintonia. Os servidores, em formação de múltiplas áreas, caem em fôlego. O anseio, em “vassoura nova”, assiste em mostrar alento e ofício. O juízo, em atos e planos, acorre em “convulsionar burocracia”. Os velhos, em veteranos técnicos, emanam em auxiliar. Alguns, em exagerada confiança (dos passados chefes), afluem na imediata permuta. O esquisito, em cancha de perpassados governos, calha em almejar “reinventar roda”. As iniciativas, em inovações, acodem na alteração de algozes e terminologias. O caso expõe: “Não existe nada altamente novo abaixo do velho Sol”. A técnica, em exceção, aflui na facilidade das tarefas. A manha diz: “As moscas variam, contudo a substância mantém-se igual”. Os quatro anos, em frenético, passam na gestão. O adágio popular versa: “Nada é tão ruim que não possa ficar pior”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Político”

Crédito da imagem: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br

O instituído descaso

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O trabalhador, em “flor da idade”, constituiu descaso e paciência. O dinheiro, em recebido no labor, viu-se gasto (no “convite da folia”). Os vícios, em bebida e cigarro, caíam na alegria e ardor. As atitudes, em prudências, foram relegadas (ao secundário). A vida, em astúcia, foi direcionada na preocupação do hoje. O porvir, em cuidados, ficou de “deus dará”. As contensões, em poupança, surgiam perfeitamente dispensáveis. A previdência social, em custeio, parecia “dinheiro jogado fora”. A imaginação, em velhice, acudia em “dar rasteira no financiamento”. O tempo, em constante desgaste, trouxe precipitado infortúnio. A moléstia, em derradeira hora, abateu-se no cadáver. Os gastos, em precisões, sobrepujaram possíveis ganhos. As conversas, em lamentos, foram das iniquidades sociais. O aparelho previdenciário, em tiranias, teria denegado direitos. A pessoa, em desfrutar benefício, deve cooperação no sistema. As malandrices, em subterfúgios, trouxeram déficit no princípio da seguridade.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.foodmagazine.com.br

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O velho galpão

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O abrigo, em velho paiol, fora obra dos avôs. O desuso, em tempo, originou desleixo e estorvo. O remanejo agrícola, em vinda da intensa mecanização, criou obstáculo. O desmonte, em remoção dos materiais, tornou-se melhoria e precisão. A área, em pastoreio e plantação, cairia em ampliação (em sutil domínio). Os empregados, em dupla de arranjados carpinteiros, foram acordados na demolição. O cochilo, em extração de enferrujados pregos, contornou-se corriqueiro. Os artefatos, em roça, decorriam na ilusória indiferença. Inúmeras unidades, em arrancadas, deixaram de ser recolhidas no serviço. O curioso, em escasso tempo, ocorreu na vaca (Mimosa). O animal, em aspecto, ostentava agonia. O plantel, em anomalia, conheceu supressão. O bucho, em vários pregos, calhou no acumulado. O bicho, em aditivo de ferro e sal, engoliu indevido. O fato expõe: O capricho, em quaisquer tarefas, perpassa em apego e obrigação. As pessoas, em afobação e negligência, cavam competente dano e desdita.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://deysemelo.com

O desempregado funcional

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O operário, em cinquenta anos, findou demitido. A empresa, em obra da ambição e gerência fiscal, visou contornar redução de pedidos. O país, em economia, caiu na recessão. Os reflexos, em firmas, calharam em cortes. Os postos, em trabalho, consistiram ajustados na ocasião. O veterano, em nova máquina, cedeu serviço. Os direitos, em indenização trabalhista, foram pagos na lei. O problema, em imperativos de subsistência, foi aspirar grana. A busca, em nova atividade, ocorreu na ativa procura. Os muitos “nãos”, em hora, dirigiram na cessação. A saída, em biscates, viu-se em obter alguma renda. A esposa, em filhos crescidos, absorveu essência das obrigações. A ideia, em circunstância, cai em liquidar previdência (e requisitar benefício). O fato diz: A pessoa, em certa idade, perpassa em velho. Os barnabés, em alguma forma, pagam ônus do mau governo. Os abastados, em variado feitio, enriquecem em cima dos espoliados. Os carentes, em mais expurgar alheia imundícia, avultam menos dinheiro.

Guido Lang
“História do Cotidiano urbano”

Crédito da imagem: http://www.dinheironaconta.com

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A ordem de respeito

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Os malandros, em prováveis conhecidos ou vizinhos, incidiam no costume. As incursões, em escondidas, visavam extrair conveniências. O açude, em adjacência da casa, achava-se no cerne do potreiro. Os pescadores, em abusados e improvisados, consentiam propositais rastros. Os anzóis e redes, em nacos, caem em fiapos. Os invólucros, em garrafas e latas (cerveja e pinga), afluíam em provocação. A mulher, em enviuvada senhora moça, arrumou velada associação. A companhia, em calejado homem, tratou de impor ordem e respeito. O alarde, em cachorros e quero-queros, regeu na instantânea ação. A surpresa, em três potentes disparos, serviu de alerta e atenção. A ameaça, em porvindoura visita, adviria em acerto das diferenças. Os indesejados, em ligeira retração, desviaram direção. O morador, em falha de “objeto de consideração”, acode em escárnio. A casa, em falta de cônjuge, calha em agravos e arrojos. O estampido, em arma de fogo, ostenta aviso de linguagem universal.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.sindasp.org.br/

A infindável querela

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O pagamento, em salário de vereador, instituiu ofício. Os políticos, em conselheiros, auferem polpudos ganhos. A grana, em país afora, insulta bom senso dos eleitores. Os laboriosos, em enfadonhas cargas, granjeiam seu necessário pão. Os vereadores, em abjetas sessões, embolsam fortunas. Os projetos, em melhoras sociais, afluem em “designações de rua”. Os controles, em subterfúgios (do poder Executivo), faltam em devidos controles. O edil, em pátria com tamanhas carências e diferenças, necessitaria ganhar bonificação. Certa soma, em título de auxílio de custos, cobriria gerais dispêndios. As importâncias, em contenções nas câmaras, deveriam subsidiar deficiências (de infraestrutura).  Os instituídos, em desperdícios de recursos, insultam os miseráveis (da população). A pretensão política, em tirar país do atoleiro, confere-se em parca aflição (dos mandatários). O Brasil, em racional gerência, poderia advir em padrão do Canadá. O clima, em absurdos, anda favorável a vinda de despotismo.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Político”

Crédito da imagem: https://www.flickr.com/photos/marcopajola/4421213888
Imagem meramente ilustrativa.