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domingo, 28 de agosto de 2016

O desfecho singular

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A galinha-d'Angola, no contexto das criações, fazia descaso e desprezo pelas galinhas. O bando, na dezena de idênticos, sentia-se “dono do pátio”. As galinhas, em maioria, viam-se hostilizadas (nos momentos do trato). Os anos dourados, no ardor da idade, exteriorizaram estupidez (dos porvindouros da existência). O acaso, no decurso do tempo, perpetrou ímpar arte. A afronta, em idênticos, caiu no óbito dos membros. A espécie, na inaptidão em chocar próprios ovos, sucedia no fraquejo da prole. O saldo, no epílogo da essência, incidiu no autoextermínio. O sensato macho, no outrora desaforado, mostrou-se no último exemplar (na propriedade). A fatalidade, no alheio das galináceas, conduziu na precisão de coexistir com galinhas. A angolista, no peculiar da espécie, semelhava conviver nas melancolias. A arrogância, no conjunto da desgraça, nutriu-se incólume. O fato descreve: “A pessoa deve jamais dizer dessa água careço de beber”. O destino, em desdita, reserva surpresas.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://blog.mfrural.com.br/

O acréscimo produtivo

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A senhora, no ambiente das colônias, criou-se na meninice e mocidade. As penúrias, em abjetos recursos familiares, conduziram na absorção dos afazeres rurais. O sustento, na base dos artigos coloniais, advinha da extração da terra (no suor do próprio rosto). A migração campo-cidade, na mediana idade (consórcio), persistiu nas manhas rurais (no ambiente social urbano). Os filhos, no convívio, careceram de assimilar noções agrícolas. A sicrana, no espaço da horta, tratou de somar mudas/pés. O plantio, em saladas e temperos, acrescia-se no suplemento das precisões. Os rebentos, no inserido em apartamentos e condomínios, careciam de chão e interesse. A horta, no jardim da casa, tornou-se “ensaio de artigos”. Os modelos, em alface, alho, cebolinha, couve, gengibre, mamão, moranguinho, orégano, rúcula, salsa, auferiam farta produção e orgânico cultivo. As sobras, no autoconsumo, sucediam em brinde aos herdeiros. A agricultura, no exemplo da jardinagem, externa prodígio e reserva.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://jornalagricola.wordpress.com

O segredo do negócio

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O cliente, na paixão pela espécie (árvore da plataneira), caía na ativa aquisição de mudas. A espécie, no marco da colonização, acudia na especial aparência e majestosa sombra.  Os amigos, em longínquas paragens, viam-se agradecidos na lembrança. O sujeito, na certa feita, externou singular compra. A senhora, na floricultura, andou na aviva conversa e preleção. O descuido, no segredo, tomou incurso. A ciência, na muda curada, acabou elucidada. Uma infame parte, em lenho (galho), deveria ser cortada e cultivada na invernia. Os brotos, no fincado ao solo, completariam em novas mudas. O externado, no título de prova, foi adotado no risco. O saldo, na inicial ação e singeleza da técnica, completou na obtenção de “fartura de sementes”. O freguês, no instante, deixou de efetuar as tradicionais compras. Os toquinhos, em garrafas pet repletas de terra, foram inseridos na propriedade. O princípio, no adágio popular, confirmou-se: “O segredo, na geração de fortuna, cai na alma do negócio”.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.jornalnh.com.br/

O santuário de pássaros

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O filho das colônias, no inserido do ambiente urbano, sustenta sensato hábito. As conveniências, na oferta de trabalho, induziram na migração campo-cidade. A brasa, na vida livre das colônias, mantém-se ativa (nos costumes e ideias). O terreno, nas adjacências da morada, conserva-se em feitios do interior. A horta, jardim e pomar, em diminutas extensões, complementam sítio urbano. O detalhe, no capão de mato, liga-se ao criatório de aves. Um lugar, em alevantado de madeira, incide no contínuo trato da fauna. Os pássaros, nas mostras dos beija-flores, canários, chupins, joões-de-barro, sabiás, tico-ticos, etc., convivem no aferrado ao ambiente. O trato, em milho, ração e sobras (frutas), atraem bandos e uniões. A vista, no contexto da apreciação da sombra e degustação do chimarrão, advém na curtição da agitação animal. A vida colonial, no conjunto do asfalto e concreto, perpassa no estilo pessoal. O pouco de uns, na atuação e concessão (a natureza), concebe maravilha e multiplicação em vida.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://vivianevasconcelosblog.wordpress.com

sábado, 27 de agosto de 2016

As escamoteadas vistas

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O vizinho, na casta de folgado e inativo, acode nos atrelados e melindrosos olhares. As perambulações, no corriqueiro do pátio e via, simulam fingida solicitação. O curioso, no artifício, atrela-se na camuflada aspiração. A afamada vizinha, no usual dos afazeres e ambulações, peregrina no ativo e real reparo. O interesse, no escamoteado, liga-se nas segundas intensões. O ardente corpo, no firme e esbelto (na “flor da idade”), cai no “convite da intimidade”. O namorico, em “ausente amado”, ficou sabedor do impróprio artifício. O ancião, em “idade de ser seu pai”, acorre na “alucinação e fantasia da alheia fortuna”. O episódio, no acordo social e urbano, estabelece intriga e suspeita. A grosseria, no camuflado, esconde “quebra de confiança e vizinhança”. As pessoas, na astúcia ou inocência, prestam-se aos ambíguos e calculistas. Os incidentes, nas imprudências, criam adversidades e buchichos. Os citadinos, no corriqueiro, mostram-se muito desconfiados e mercantilistas.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: https://fanfiction.com.br

O explanado das cartas

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A boutique, na avenida principal (centro), apreciou o “fechamento das portas”. As baixas vendas, em vestuários, caíram nas ocorrências. A crise, em combalidos cofres (dos empenhos públicos), recaiu no ônus da iniciativa. O anúncio, em “aluga-se imóvel”, completou colado na vitrine. As imobiliárias, na caça de novo locatário, auferiram evidência. O detalhe, no avultado debaixo da transparente porta principal, liga-se ao avolumado de cartas. As missivas, nas insígnias bancárias, sinalizam coleções de faturas. O empregador, no comércio, ficou no “plausível negativo”. O fato, em negócio fechado, descreve obrigações. As incumbências, no decurso do tempo, avultam na consignação (encerrada). O empreendedor, em ousado patrão, necessita “calcular e refletir bem na peripécia de abrir empresa”. Os disfarçados sócios, em anunciados encargos sociais (dos entes públicos), “arrancam couro dos descuidados”. Os sensatos direitos, no propagado da legislação, decifram-se na prática em deveres.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.premiodamusica.com.br/

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A arte dos escambos


O caboclo, na essência das colônias, inovou no serviço e sustento. O ensino, na baixa instrução (empírica e escolar), contribuiu no amargo do ofício. O escambo, em banais trocas, advinha entre amigos, forasteiros e vizinhos. O capital inicial, na auferida herança, adveio na casa e terreno. A fortuna, no consecutivo, viu-se repassada em permutas (de animais, obséquios e veículos). As negociatas, em melhores e preciosas horas, “absorveram estada nas ruas”. As conversas, em comércios, achegavam-se nos convívios (dos botecos e mercearias). O ente, no chegado do “vício do ofício”, “alocava pé-na-estrada”. A sequela, no efetivo retorno material, sucedeu na infeliz e prévia falência. As trocas, no decurso dos câmbios, delapidaram e subtraíram riqueza. O arranjado mercador, no desfecho, achegou-se na morada do estimado tio. A petição, na sobra (de “pato debaixo do braço”), foi em residir no favor. A baixa ciência, na aptidão mercantil e monetária, aflui na aflição do corpo e penúria material.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://mimpiaz.com/