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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A diferença de dons

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A chuvarada, no sabor da semana, abateu-se no cenário colonial. A umidade, em excessiva, sobrevinha no problema (da realização dos afazeres). As plantações, na bênção d’água, acudiam no alento e pujança. A bicharada, na fartura do trato, decorria na engorda e reprodução. O desleixado, no imediato, adotou direção do armazém. O baralho, na associação da bebida, incidia na diversão e exaltação. O bodegueiro, no ganho, nutria singular apreço e convívio (na afeição). A roça, no despreocupado, caía vestida em brejos e inços. O laborioso, na conjuntura da propriedade, tratou de carpir e limpar potreiro. O pastoreio, na serventia do gado, perpetrava em alegria e lucro (na carne e leite). O lavrador, na larga sorte, transcorria em raros amigos e vizinhos. Os comentos, em felizardo, percorriam na “lábia dos invejosos”. O potreiro, nas adjacências da casa, espelha real capricho e produção. A diferença, em dádivas e primazias, contrasta nos empenhos. A sorte, na bênção, ajuda a quem se ajuda!

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://sitiodotiojaca.blogspot.com.br/

A excêntrica fogueira

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O visitante, em “aspirante a genro”, achegou-se na casa (dos pais da enamorada). A recepção, no inicial acolhimento, despontou calorosa e ponderada. A acolhida, na matina, incidiu depois de custosa e extensa viagem. O peregrino, em parco tempo, intrigou com altivo e minado material. O lixo, no contraste do jardim, pomar e potreiro, caía na aberração e excesso. Os papéis e plásticos, em esparramados, agrediam olhares e infestavam lugares. O desleixo, em inadequado costume, contratava no apuro e atenção (das criações e plantações). A saída, no delicado e distração, tratou em ajuntar e erradicar dispersos. O amontoado, no conjunto, permitiu aturada e exótica fogueira. A aparência, no instantâneo, alterou noção e visão. A conduta, no velado vexame, serviu para inibir outros rejeitados. Os materiais, no conseguinte, auferiram ajustada destinação. A casa e pátio, no quadro colonial, descrevem créditos e preceitos. O trabalho, no repassado em arranjos, transcreve aferro e ciência.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://br.pinterest.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O recanto das nogueiras

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O recanto, na beira da estrada geral, acudia no desperdício e ócio. As pessoas, na circulação, perpassam na indiferença e pressa. Os parcos metros, em área pública, sucediam em frequente matagal. Os dispêndios, em limpezas e roçadas, sucediam em esporádicas estações. O certo morador, em milagrosas mãos, tratou de inovar ambiente e panorama. O transplante, em mudas de nogueira, aconteceu na sucessão (de dois, quatro, seis...). A fila, em parco tempo, despontou em claro diferencial. A paragem, no exclusivo, acudia no exemplo. O cuidado, no constante, agendou em acrescer plantas. O prático, no seio da linha, incidiu em instituir ceifa (comunitária). Os transeuntes, na extensão dos frutos, podiam recolher nozes. O artigo, no reforço do corpo, caía em alimento e donativo. O complicado, no banal do egocentrismo (das famílias), aflui em cultivar avanços (coletivos). O ente, em benzida mente, convém introduzir diferencial. O difícil, nas colônias, calha em agrupar e unir interesses.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://zh.clicrbs.com.br/

O oásis urbano

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A fulana, no anexo (casa e pátio), cultivou farta horta. O terreno, na parte frontal, admitiu em alojar cultivo. O lugar, em medidos cinco dezenas de metros, revelou presença (no seio do asfalto e concreto). A fertilização, no massivo, rejuvenesceu batido chão.  As plantas, em multíplices espécies, assistiam-se reunidas (em centímetros). O ambiente, em escasso tempo, alardeou um oásis. Os verdes, em abóbora, alface, aipim, batata, beterraba, cebolinha, cenoura, chuchu, couve, espinafre, milho, rabanete e rúcula, desenvolveram no adoidado. A água, em recolhido das calhas, caía na irrigação. A dona, na criada maravilha, afluía nos ativos elogios e reparos. Os requeridos, em doação, ocorriam dos vizinhos. Os pedestres, na circulação, miravam privado diferencial. O molde, no implante, imprimia anseio da imitação. A dona, no manejo, acalmava estresses e neuroses (urbanas). A pessoa, na afeição e obstinação, lavra assombros e economias. A morada, nas cercanias, descreve apegos e índoles.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.jardimdomundo.com/


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A descomunal cobiça

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O ancião, em velho solteirão, expõe história e índole. A ambição, na capitalização, institui aspectos de ridículo. O sujeito, em duas casas locadas (na cidade), avulta dividendos mensais. A poupança, no banco, soma centena de milhares. Os gastos, em despesas, advêm nos triviais biscoitos (de um e noventa e nove). O artifício, na pretensão do ajuntamento, incide “em não consumir ovos com razão de precisar desperdiçar as cascas”. O indivíduo, em finais de semana, devassa pátios. O intento, na invasão dos bosques e possessões, versa em granjear frutos. Os abacateiros, em amanhados nos largos e roças, advêm na dissimulada inspeção. O cara, na oportunidade, “caça os frutos”. Os itens, na vasta ceifa, conferem-se escoados. O artigo, nas feiras e sacolões, acham ampla aceitação e saliente preço. O colhedor, na “gratuita seara”, presta-se na obtenção da matéria. A ação, no boato (rural), perpassa obscura conduta e índole. As pessoas, na ambição da grana, sujeitam-se ao cômico e roubo.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://cabelosderainha.com.br/

A esdrúxula alegoria

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Inúmeros agricultores, nas propriedades, investiram em aviários. Os frangos, na intensa criação, viram-se afortunado negócio. Um exclusivo avicultor, no atual, cria volume saliente de aves (como no outrora conjunto dos residentes). Os pintos, em quatro dezenas de dias, ostentam peso e tamanho cavalar. A acumulação, em massa, expõe capricho e ganho. As aves, no excessivo aumento, coexistem nos enigmas (da subsistência). O volume, na oscilação dos ambientes, cai no problema da locomoção e respiração. Uns modestos metros, em movimento, apresentam apavorante cansaço. O clínico, em filho das colônias, externou comparação e padrão. A pessoa, em obesa, desabaria no igual modelo. A gordura, no elevado, afluía na aguçada fadiga. Os cuidados, na alimentação e locomoção, acresceriam anos. A vida, em inativa, viria na abreviatura de tempo. A longevidade, no auferido, ordenaria aguçadas caminhadas e módicos cardápios. O exemplo, em alheia amostra, serve de astúcia e preleção.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://ruralcentro.uol.com.br/

domingo, 4 de dezembro de 2016

O censurável aditivo

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A linha, na usual data, acorria no baile (de Kerb). O mercador, em dono do salão e venda, agenciava animação e comércio. A arrecadação, no bailado, caía na cobertura dos encargos e tarefas. O despossuído, em mal sujeito, aplicou peça. A velha rixa, em cargo de indelicadeza, viu-se extravasada. O ardil, no claro dano, atingiu evento e festeiro. O aditivo, no retido no bolso, viu-se espalhado no salão. A crina de cavalo e pimenta moída, no cerne do invólucro, cursou largada na pista. O público, na circulação, adriçou e alastrou indevido. A coceira, em geral, ruiu nos presentes. A debandada, em hora, foi geral. O autor, no ínterim, tinha se safado. O dono, na fúria, nutria suspeito. As concorrências, nas paragens, advêm em relevante número. Os descordos, em afrontas, comentos, divisas e heranças, alteram alentos e gênios. As brincadeiras, em maldoso gosto, conferem-se indultadas, porém jamais esquecidas.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://umcultural.wordpress.com